vejo a tua alma
na luz morta da sombra do dia
a pairar sobre teu corpo despido,
que ferve-quente de ousadia.
sofres entre gemidos
quando procuras algo bem-dentro de ti.
e é neste desabrolhar viçoso
que erradicas toda a melancolia.
sem demora,
sucumbes novamente à posição ingrata.
ficas repleta de esplendor
com toda esta sensação ilusória.
e quando o oceano escorre forte a jusante
todo o universo distende:
este chicote oferece mais que simples dor,
é a outra margem da ponte-da-memória.
nesta efémera magia do momento
a maresia torna-se fumo de baunilha-em-incenso
em que todas as lágrimas secam,
simplesmente porque perdem o alento.
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