do tempo em que éramos crianças.
inseguras de si, seguras de um futuro dourado.
agora somos só falhanço assegurado.
e eu tinha um caleidoscópio amarelado,
mas nunca o apontei para as estrelas
pois não sabia que era lá que eu habitava
assim como os nutrientes de todo o futuro e passado.
e todo este mistério que se esconde
por entre estes frágeis dedos molhados,
quando conto todas as promessas não desonradas,
e as tentativas que não se revelaram frustradas,
é graciosamente desvelado:
isto é apenas um temporal mesquinho de chuva-morta
que parece cair (para) sempre ao contrario.
e as agulhas do tempo alinham-se quando já não contamos:
finalmente,
todos seremos livres e decapitados.